Integração sensorial – O que é, qual sua importância e dicas de como estimular

A Integração Sensorial é a capacidade de receber, organizar e processar a informação que chega pelos diferentes canais sensoriais (olhos, ouvidos, mãos, pés, boca e pele) e produzir uma resposta motora adequada. Parte das habilidades de autoajuda está na consciência do próprio corpo, onde e em qual posição no ambiente e isso se desenvolve através do processamento sensorial.

As crianças que apresentam desordens de processamento sensorial poderão exibir atrasos nas aquisições motoras grossas e finas, de equilíbrio, de coordenação, de comportamento e dificuldade na transição alimentar (deixar a mamadeira e passar a comer frutas, papas e alimentos em pedaços).

Crianças com T21 podem apresentar diferenças na forma de processar os estímulos sensoriais tendo como resultado final, dificuldade nas habilidades motoras, na alimentação e na exploração de objetos e brinquedos (limitando o brincar).

Isso acontece devido ao atraso no desenvolvimento cerebral e pode se agravar por internações frequentes no início da vida e pela eventual superproteção dos pais e cuidadores.

A boa notícia, é que a estimulação sensorial correta pode leva à adaptação, resultando na melhora das respostas ao ambiente, da percepção corporal, da exploração do meio e do comportamento no geral.

Adiante, algumas dicas de como estimular o sistema sensorial em casa:

• Sempre que possível, permita que a criança ande descalça em diferentes superfícies – areia, grama, piso gelado, terra, tapetes, cimento.

• Na hora da alimentação, ofereça pedaços maiores do que ela estiver comendo, para que segure na mão, passe no rosto, faça “meleca” com a comida, experimentando as diferentes sensações e texturas dos alimentos.

• No banho, deixe que a água do chuveiro caia em seu rosto, de forma gradual para não assustar. Mude a temperatura da água sempre que possível.

• Passe pelas mãos, pés e rosto, texturas diferentes, vindas de peças de roupas, bolinhas, brinquedos, gelo, algodão…

• Faça massagem com hidratante ou óleo (prescrito pelo pediatra) diariamente.

• Faça gelatina colorida em forminha de gelo, coloque em uma bacia e permita que a criança brinque, experimente o sabor e a textura (inclusive pelo corpo).

• Brinque de massinha de modelar, massinha de areia, água, tinha guache, giz de cera, sempre buscando sensações diferentes.

• Brincar de pular, correr, subir e descer de locais também é um ótimo estímulo.

É importante saber que cada criança pode ter um distúrbio diferente, sendo necessária uma avaliação específica, que pode ser realizada por terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta, com um plano terapêutico individualizado.

Se a criança tiver oportunidades, ela tentará experimentar, explorar, saber o que ela pode fazer com tudo o que está a sua volta. Desde que seja seguro, deixe-a livre para testar e descobrir o mundo!

 

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