O excesso de estimulação na T21 “Overtraining”

Vamos começar do começo? O que é estímulo? 

Estimular é encorajar, promover, impulsionar, despertar o interesse ou habilidade de alguém. Concordamos o quanto a estimulação para as crianças com T21 é fundamental para o desenvolvimento global, mas precisamos refletir sobre a superestimulação.

Apesar de a criança com T21 precisar de mais tempo e mais estímulo, cada etapa do desenvolvimento precisa ser respeitada. Cada marco motor tem uma idade para acontecer, e a estimulação deve ser de acordo com esses marcos. Por exemplo, com aproximadamente 6 meses, o bebê deve iniciar a postura sentado com apoio. Por isso, só devemos treinar e esperar que o bebê inicie o engatinhar ou a postura de pé após ele ter adquirido o sentar independente, sem apoio.

Cada indivíduo tem um ritmo de aprendizagem e desenvolvimento diferente, independentemente de ter a T21. Por isso, é indispensável o olhar para a criança e não apenas para a síndrome.

É comum que os terapeutas orientem os pais a fazer tarefas em casa, e essas orientações são de extrema importância para contribuir com o melhor desempenho da pessoa. Porém, se o estímulo for feito de forma exagerada, poderá causar estresse aos envolvidos (criança, família, cuidadores).

Caso a criança apresente choro intenso, aconteça a irritabilidade e a não aceitação dos manuseios, tanto em ambientes terapêuticos, como em casa, é preciso rever e reestruturar o andamento dos estímulos orientados.

Por isso… relaxem!

Os pais, assim como os demais cuidadores, são facilitadores de estimulação mas, não são terapeutas das crianças. O ambiente domiciliar deve ser prazeroso e as atividades encaixadas na rotina da família.

Texto por Mariete Pavoni, psicóloga.

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