A composição corporal na Síndrome de Down.

Dr. Thiago Olivetti Artioli e Dr. Eduardo Witsmiszyn

Orientação:
Dr. Aleksandro B. Ferreira e Dra. Carla Franchi Pinto (Elo21)

Um dos cuidados no acompanhamento de pessoas com Síndrome de Down é com o peso corporal. A obesidade é mais frequente e um dos motivos conhecidos é a baixa taxa metabólica basal.

A taxa metabólica basal é a necessidade calórica que o corpo possui para manter as atividades básicas, como respiração, reações químicas e batimento cardíaco. Nos indivíduos com SD, a taxa metabólica basal é, em média 20% menor, ou seja, o gasto energético é menor e isso dificulta a manutenção do peso.

Além disso, existe um outro problema para o acompanhamento dessa população. A maioria dos profissionais segue o ganho de peso com a avaliação do índice de massa corporal (IMC), que é obtido utilizando o peso e a altura do paciente. No caso da SD, utilizar esse parâmetro não é uma boa opção, pois a estatura na SD é prejudicada e as curvas de IMC são imprecisas – tanto as específicas para SD quanto as da Organização Mundial de Saúde.

Por essa razão, o grupo do Ambulatório Multidisciplinar de Orientação à Síndrome de Down da Santa Casa de São Paulo realizou uma pesquisa, pioneira no mundo, na qual a composição corporal dos indivíduos com SD foi avaliada através do DEXA, exame padrão ouro. Essa pesquisa revelou que os indivíduos com IMC acima do esperado apresentam excesso de tecido adiposo, como era previsto; mas nos indivíduos com IMC adequado (considerados magros), 60% também apresentam excesso de tecido adiposo.

Esse trabalho alerta para dois aspectos: primeiramente, que o IMC não deve ser considerado como parâmetro de acompanhamento na Síndrome de Down; e em segundo lugar, que mesmo indivíduos com peso “adequado” devem ter rotina alimentar e de atividade física orientada como em indivíduos com sobrepeso e obesidade. O grupo agora segue em pesquisas para evidenciar fatores de riscos relacionados com alterações na composição corporal.

O trabalho foi desenvolvido pelos residentes em pediatria Thiago Olivetti Artioli e Eduardo Witsmiszyn e orientado pelos professores Aleksandro Belo Ferreira e Carla Franchi Pinto, integrantes do grupo Elo21.

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